Onimusha retorna com bons combates, mas tropeça no mundo aberto

Onimusha: Way of the Sword é analisado pela Kotaku, que destaca os combates contra chefes e critica o mundo aberto, repetição e narrativa.
Carlos Melo Silva Junior24/09/2026
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Onimusha: Way of the Sword chegou ao mercado marcando o retorno da franquia da Capcom após duas décadas sem um novo jogo principal. Em análise publicada pela Kotaku, o título é descrito como uma experiência com bons confrontos contra chefes, mas prejudicada por escolhas relacionadas ao mundo aberto, combate contra grupos de inimigos, progressão e narrativa.

A avaliação destaca que o jogo preserva um dos elementos mais característicos da série, o Issen, sistema baseado em ataques realizados no momento exato para executar contra-ataques letais. A nova versão, porém, amplia consideravelmente as mecânicas defensivas e acrescenta outras respostas baseadas em tempo, como aparry, esquiva reflexiva, deflexão e Blade Barrage.

Segundo a análise, essa estrutura funciona especialmente bem nos confrontos individuais. Os chefes exigem que o jogador observe padrões, memorize ataques e execute as respostas corretas com precisão. A publicação considera esses combates um dos principais atrativos de Onimusha: Way of the Sword, especialmente à medida que os desafios ficam mais difíceis.

Reprodução: onimusha way of the sword

Combate contra grupos apresenta problemas

A avaliação aponta uma diferença significativa entre os duelos contra chefes e os combates contra grupos de inimigos comuns. O sistema de combate foi estruturado principalmente para confrontos individuais, enquanto as batalhas contra vários adversários exigem adaptações que, segundo a análise, não resolvem completamente o problema.

Os inimigos comuns podem assumir turnos para atacar, permitindo que o jogador utilize as mecânicas defensivas individualmente. Com isso, encontros que poderiam exigir gerenciamento do posicionamento e da composição dos grupos acabam se transformando em sequências de confrontos individuais.

A análise também critica a repetição de inimigos e minibosses, especialmente durante as partes mais extensas da campanha.

Mundo aberto aumenta a repetição

Outro ponto central da avaliação é a decisão da Capcom de transformar Onimusha: Way of the Sword em um jogo de mundo aberto. Para a Kotaku, a estrutura amplia problemas que seriam menos relevantes em uma experiência linear.

Entre as atividades disponíveis estão exploração de áreas recorrentes, coleta de materiais, missões secundárias e busca por itens utilizados para aprimoramentos. A publicação considera que essas tarefas prolongam a experiência sem acrescentar profundidade proporcional ao sistema de combate.

O jogo também possui diferentes recursos e sistemas de evolução. A análise afirma que os materiais necessários para melhorar equipamentos podem aparecer de maneira limitada, o que cria uma escolha entre dedicar tempo à coleta ou permanecer com personagens menos desenvolvidos.

História aposta em figuras históricas

A trama se passa em Kyoto durante os primeiros anos do xogunato Tokugawa e utiliza figuras históricas em uma narrativa que mistura acontecimentos reais e elementos sobrenaturais.

Um dos destaques é a representação digital do ator japonês Toshiro Mifune como Miyamoto Musashi. A produção utiliza a imagem de Mifune em uma referência ao papel interpretado pelo ator na trilogia de filmes sobre o espadachim dirigida por Hiroshi Inagaki.

Apesar da escala da produção, a análise considera que a narrativa não aproveita plenamente o contexto histórico. A publicação também aponta que o roteiro utiliza elementos considerados genéricos e que a história não consegue manter o mesmo nível de interesse apresentado pelos melhores confrontos do jogo.

Retorno da franquia após 20 anos

Onimusha: Way of the Sword é o primeiro jogo principal da série em aproximadamente 20 anos. O título foi desenvolvido pela Capcom para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC.

A análise informa que a campanha foi jogada durante aproximadamente 25 horas, ainda com conteúdo opcional do mundo aberto pendente. Para a publicação, a duração contribui para tornar mais perceptíveis os problemas de repetição presentes na estrutura.

O texto conclui que existe um núcleo de qualidade no novo Onimusha, principalmente nos combates contra chefes, mas que ele representa uma parcela limitada da experiência total. A avaliação aponta que as escolhas relacionadas ao mundo aberto, progressão e confrontos contra inimigos comuns entram em conflito com a proposta central do sistema de combate.

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Fonte: Kotaku