Riot pune quase 300 mil contas por manipulação de ranking em VALORANT

Riot reforça combate à manipulação de ranking em VALORANT com o Vanguard Anti-Boost e prepara novas exigências de MFA e TPM 2.0.
Carlos Melo Silva Junior25/09/2026
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A Riot Games intensificou o combate à manipulação de ranking em VALORANT com o uso do Vanguard Anti-Boost, sistema desenvolvido para identificar contas envolvidas em práticas que alteram artificialmente a classificação competitiva. Segundo informações divulgadas pela empresa, as ações de fiscalização já resultaram em centenas de milhares de suspensões ou banimentos desde o fim de 2025.

O sistema busca identificar diferentes formas de manipulação, incluindo boosting, compartilhamento de contas, compra de contas e uso de perfis secundários para favorecer artificialmente outros jogadores. Além das punições, a Riot prepara medidas adicionais relacionadas à autenticação multifator (MFA) e ao TPM 2.0.

Reprodução: Valorant

Como funciona o Vanguard Anti-Boost em VALORANT

O Vanguard Anti-Boost analisa comportamentos associados à progressão irregular no modo competitivo. Um dos padrões observados ocorre quando uma conta apresenta uma evolução de classificação incompatível com seu histórico porque está sendo utilizada por um jogador de nível mais alto.

O boosting pode ocorrer, por exemplo, quando o proprietário entrega suas credenciais a outra pessoa para que ela dispute partidas e aumente artificialmente o ranking da conta.

A Riot também considera situações nas quais outros jogadores se beneficiam deliberadamente dessa manipulação ao formar grupos com boosters ou contas utilizadas para interferir no matchmaking.

Quais punições podem ser aplicadas

As consequências variam de acordo com o tipo de irregularidade identificada e o histórico da conta.

Uma conta que recebeu progressão considerada artificial pode perder pontos, classificação ou recompensas, além de sofrer suspensão. Reincidências podem resultar em punições mais severas.

Contas compradas, automatizadas ou utilizadas especificamente para enganar o sistema de matchmaking também podem receber banimento permanente.

Jogadores identificados repetidamente como responsáveis por elevar artificialmente a classificação de terceiros podem enfrentar medidas adicionais em outras contas associadas às práticas detectadas.

Contas alternativas continuam permitidas

A Riot esclarece que ter uma conta alternativa em VALORANT não representa automaticamente uma violação das regras.

Uma conta secundária criada, desenvolvida e utilizada pelo próprio jogador pode continuar sendo usada normalmente, desde que não envolva compartilhamento, compra ou mecanismos destinados a manipular a classificação de terceiros.

A fiscalização passa a ser relevante quando uma conta alternativa é utilizada para distorcer o matchmaking ou ajudar outros usuários a alcançar classificações que não conquistariam normalmente.

Riot reforçará MFA e verificações com TPM 2.0

O combate ao boosting também será acompanhado por novas medidas de segurança. A Riot pretende acelerar a adoção de autenticação multifator (MFA) e verificações relacionadas ao TPM 2.0.

O objetivo é dificultar o compartilhamento indevido e o uso de contas roubadas, além de ampliar a capacidade do Vanguard de verificar o ambiente em que o jogo está sendo executado.

Dados divulgados pela Riot durante testes de autenticação multifator indicaram que entre 80% e 90% das contas roubadas analisadas estavam com o MFA desativado.

A empresa ainda não informou uma data definitiva para a expansão dessas exigências. Enquanto isso, jogadores podem utilizar o Vanguard Pre-Check para verificar antecipadamente requisitos relacionados ao sistema de segurança.

Com o avanço do Vanguard Anti-Boost, a Riot amplia a fiscalização sobre práticas que podem comprometer a integridade das partidas competitivas de VALORANT, incluindo boosting, compra e compartilhamento de contas e outras formas de manipulação de ranking.

Fonte: DotEsports