Control Resonant aposta no mundo aberto, mas perde ritmo com puzzles e repetição

Control Resonant amplia a série com mundo aberto, RPG e novos poderes, mas enfrenta críticas por puzzles, ritmo, inimigos repetitivos e desempenho no PC.
Carlos Melo Silva Junior09/23/2026
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Control Resonant amplia a fórmula do primeiro jogo ao levar a série para um mundo aberto em Manhattan, com novas possibilidades de exploração, progressão de personagem e combate paranormal. A sequência da Remedy Entertainment também apresenta sistemas de RPG mais elaborados e habilidades de movimentação que alteram a maneira de atravessar o mapa. Apesar dessas mudanças, a produção enfrenta problemas de ritmo, variedade de inimigos, puzzles e estrutura das missões.

A análise foi realizada na versão para PC após aproximadamente 35 horas de jogo, considerando a campanha e atividades secundárias. A história principal pode durar entre 27 e 30 horas, enquanto uma experiência mais completa pode chegar a cerca de 50 horas.

Reprodução: Remedy Entertainment

Manhattan amplia a exploração de Control

A principal mudança de Control Resonant está na adoção de uma estrutura de mundo aberto. A história acompanha Dylan Faden pelas ruas de Manhattan, onde o personagem precisa enfrentar uma crise sobrenatural e criaturas chamadas Resonants.

O mapa utiliza atividades de ativação de antenas para liberar novas áreas, uma estrutura semelhante à encontrada em outros jogos de mundo aberto. As tarefas iniciais também colocam Dylan em atividades consideradas pouco relevantes para a progressão da história, deixando o começo da aventura mais lento.

A movimentação melhora conforme novas habilidades são desbloqueadas. As Falhas Dimensionais permitem obter recursos e poderes como Reach e Shift, que aumentam a mobilidade e acrescentam possibilidades de deslocamento vertical.

Por outro lado, a orientação pelo mapa nem sempre é clara. Alguns objetivos exigem que o jogador encontre sozinho o caminho até determinado ponto, o que pode gerar períodos de exploração sem uma indicação suficientemente precisa.

Sistema de RPG aumenta a importância da progressão

A sequência também aprofunda consideravelmente os elementos de RPG. A área conhecida como The Gap funciona como um ponto central para desenvolver Dylan, desbloquear habilidades, fabricar Artefactos e melhorar o Aberrant.

Esses elementos influenciam diretamente o Power Level do personagem. Os adversários apresentam seu próprio nível, e enfrentar inimigos significativamente superiores pode aumentar a dificuldade dos confrontos.

A economia do jogo utiliza recursos obtidos durante combates, exploração e evolução do personagem. Também existem Vendors espalhados pelo mapa, responsáveis pela venda de materiais para melhorias, fabricação de itens e expansão da vida máxima de Dylan.

Combate evolui, mas enfrenta pouca variedade

O sistema de combate combina ataques corpo a corpo e poderes paranormais. No início, as lutas podem parecer pouco organizadas, mas a aquisição de novas habilidades amplia gradualmente as possibilidades ofensivas.

A combinação entre golpes físicos e poderes permite adaptar Dylan a diferentes estilos de jogo. Esse crescimento torna os confrontos mais dinâmicos conforme a campanha avança.

O principal problema apontado na análise está na repetição dos inimigos. A quantidade limitada de tipos de adversários reduz o impacto das novas habilidades, já que muitos dos poderes adquiridos acabam sendo utilizados repetidamente contra os mesmos grupos de criaturas.

A avaliação também aponta que o confronto final não aproveita todo o potencial estabelecido pelo sistema de combate e pelos inimigos apresentados durante a campanha.

História enfrenta problemas de ritmo

A narrativa acompanha a jornada de Dylan em meio à crise sobrenatural, mas a análise considera que a história não consegue desenvolver completamente suas ideias. A construção narrativa também apresenta dificuldade em criar diálogos e relações entre personagens com o mesmo impacto observado no primeiro Control.

Outro ponto destacado são problemas nas interpretações de voz, incluindo mudanças perceptíveis de tom dentro de determinados diálogos.

O universo continua sendo expandido por meio de documentos e informações espalhadas pelo cenário. Entretanto, a quantidade elevada de textos pode dificultar o acompanhamento desse conteúdo por parte do jogador.

As missões lineares e os puzzles também interferem no ritmo. Alguns enigmas são considerados pouco intuitivos e acabam interrompendo a progressão entre os momentos de combate e exploração.

Versão para PC precisa de otimização

Na versão para PC analisada, não foram identificados problemas graves capazes de impedir o avanço da campanha. Ainda assim, o desempenho apresentou quedas durante transições entre diferentes áreas do mapa.

O carregamento de determinadas regiões também é disfarçado por elementos físicos do cenário. Em alguns pontos, o jogador precisa aguardar a mudança de sinalização de portas antes de continuar, o que funciona como uma forma de administrar o carregamento das áreas.

Na parte visual, a direção artística apresenta resultados diferentes ao longo da aventura. A primeira metade pode transmitir maior repetição na arquitetura, enquanto os momentos finais apostam em cenários mais ousados. A análise também aponta limitações nos detalhes e nas expressões das personagens humanas.

Control Resonant amplia a fórmula, mas mantém problemas estruturais

Control Resonant apresenta mudanças importantes em relação ao jogo original, principalmente pela adoção do mundo aberto, pela evolução do sistema de RPG e pela ampliação das habilidades de movimentação e combate.

A exploração de Manhattan e a progressão de Dylan oferecem novas possibilidades, enquanto o combate ganha profundidade conforme novos poderes são desbloqueados. Entretanto, inimigos repetitivos, puzzles pouco intuitivos, problemas de ritmo e limitações técnicas no PC acabam reduzindo o impacto dessas novidades.

A análise conclui que a sequência possui um sistema de combate elaborado e boas ideias de progressão, mas encontra dificuldades para manter o mesmo nível de qualidade em todas as áreas da experiência.

Fonte: Eurogamer