Star Wars Zero Company: novo jogo tático inspirado em XCOM se destaca pelo combate

Star Wars Zero Company aposta em combate tático inspirado em XCOM, personalização de esquadrão e uma nova história durante as Guerras Clônicas.
Carlos Melo Silva Junior09/14/2026
Share:

Star Wars Zero Company, primeiro jogo da Bit Reactor, aposta em combates táticos por turnos, gerenciamento de equipe e personalização de personagens para explorar uma nova história ambientada durante as Guerras Clônicas. Segundo análise publicada pelo ScreenRant, o título se destaca principalmente pelo sistema de combate e pela construção do esquadrão, enquanto a narrativa apresenta resultados mais irregulares.

O jogador assume o controle de Hawks, líder da companhia mercenária que dá nome ao jogo. O protagonista pode ser personalizado e acaba envolvido em uma operação da Inteligência da República para investigar a Infinite Coil, organização alinhada aos Separatistas.

O grupo está relacionado à disseminação da chamada Shadow Plague, uma ameaça capaz de matar parte das pessoas infectadas e colocar sobreviventes sob influência de Kundri Fathom, líder da organização.

Reprodução: Star Wars Zero Company

Star Wars Zero Company explora outro lado das Guerras Clônicas

A campanha procura se afastar do núcleo tradicional da Saga Skywalker e concentra a história em operações realizadas durante diferentes momentos das Guerras Clônicas.

Além de Hawks, a Zero Company reúne personagens com origens variadas. O grupo inclui um clone afastado do serviço por razões médicas, uma Padawan Jedi que perdeu seu mestre e outros integrantes recrutados durante a campanha.

As relações entre esses personagens fazem parte da progressão. Conforme integrantes do esquadrão participam de operações juntos, eles podem desenvolver vínculos que concedem bônus de atributos e modificam o desempenho da equipe.

A narrativa também inclui missões secundárias e decisões que interferem nas relações entre os membros do grupo. Ainda assim, de acordo com a análise, a história funciona principalmente como estrutura para conectar as diferentes atividades e batalhas.

Combate por turnos é o principal destaque

A estrutura de Star Wars Zero Company apresenta influências claras de XCOM. Greg Foertsch, diretor do projeto, trabalhou anteriormente na franquia de estratégia da Firaxis, e elementos associados a esse tipo de jogo aparecem em diferentes sistemas.

Entre as missões, o jogador retorna ao Den, base da companhia. O local permite conversar com personagens, ajustar equipamentos, distribuir pontos de habilidade e preparar integrantes do esquadrão.

O planejamento das operações acontece por meio da Holotable. Nela, recursos de inteligência podem ser utilizados para iniciar operações, obter recompensas, avançar histórias secundárias e fortalecer personagens.

As missões principais levam equipes de quatro integrantes ao campo de batalha. O combate exige gerenciamento das ações disponíveis em cada turno, posicionamento e combinação das habilidades dos personagens.

Algumas fases também apresentam segmentos de exploração em terceira pessoa antes de mudar para uma perspectiva isométrica durante os confrontos.

Personagens podem morrer e bloquear missões secundárias

O sistema de ferimentos aumenta o impacto das decisões durante as batalhas. Com exceção de Hawks, personagens podem morrer após acumularem três ferimentos.

Essas condições precisam ser tratadas na enfermaria da base. Caso um integrante importante seja perdido definitivamente, determinadas linhas de missões relacionadas ao personagem também deixam de ficar disponíveis.

A personalização é outro componente importante. O jogador pode alterar equipamentos, aparência e especializações dos integrantes da companhia. Uma segunda especialização pode ser desbloqueada durante a progressão, ampliando as possibilidades de construção de cada personagem.

O jogo também incentiva diferentes campanhas por meio dos níveis de dificuldade e das possibilidades de composição do esquadrão.

Análise aponta problemas técnicos pontuais

Apesar da avaliação positiva do combate, a versão analisada apresentou algumas falhas técnicas. Entre os problemas relatados estão momentos de espera durante o turno dos inimigos, movimentações inesperadas da câmera, personagens posicionados incorretamente durante animações e elementos gráficos aparecendo repentinamente no carregamento de cenários e cenas.

A análise também considera que o gerenciamento constante do elenco pode se tornar repetitivo em determinados momentos, principalmente conforme a quantidade de personagens, equipamentos e habilidades aumenta.

No campo narrativo, a Infinite Coil e o conflito envolvendo a Shadow Plague são apontados como elementos menos desenvolvidos do que os sistemas de combate e progressão.

Mesmo com essas limitações, a avaliação destaca a capacidade de Star Wars Zero Company de reproduzir a identidade audiovisual da franquia e apresentar uma abordagem diferente para o período das Guerras Clônicas.

O principal resultado da estreia da Bit Reactor está no conjunto de combate tático, gerenciamento de esquadrão, especializações e relacionamentos entre personagens, elementos que colocam a jogabilidade no centro da experiência.

Fonte: ScreenRant